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Edge computing: o futuro está batendo à porta!

A internet está sendo reinventada, ou melhor, descentralizada. A chamada de Web 3.0 é a nova fase da Internet que vai chegar para mudar a forma como interagimos. A terceira geração de serviços digitais e aplicativos se concentrará no uso de blockchain, aprendizado de máquina e inteligência artificial para oferecer uma Web semântica orientada a dados. 

Muitas das tecnologias que se acredita que irão compor e, em última análise, definir a Web 3.0, estão sendo desenvolvidas agora: cidades inteligentes, casas conectadas, aparelhos domésticos inteligentes, Internet das Coisas (IoT), agricultura conectada; esses são alguns exemplos de como a Web 3.0 já está impactando nossas vidas.

Talvez você não saiba, mas para que a Internet funcione hoje (a Web 2.0), ela utiliza grandes datacenters, concentrados no sudeste do país. Para que as aplicações da Web 3.0 saiam dos laboratórios e aterrizem em nossas vidas será necessária a descentralização do processamento na Internet.

> Saiba mais aqui sobre web 3.0:
Post sobre a WEB 3.0
Web 3.0: Mais interação entre Homem e Máquina

Essas novas aplicações necessitam de uma latência muito menor do que estamos acostumados hoje, o que somente será viável com uma pulverização do processamento de dados, migrando de grandes datacenters, para uma arquitetura de constelações de micro data centers, interligados a datacenters concentradores, ou Hubs.  

O consumidor pós pandêmico mudou: a maioria de suas experiências de compra tendem a ser no digital. Com as compras e entregas realizadas pelos canais digitais, a proximidade física ao estabelecimento deixou de ser o critério predominante na decisão de compra.

A conveniência pode ser, por exemplo, um serviço de separação e entrega de mercadorias. Um dos exemplos são lojas de vestuário mandando malas de roupas para o cliente, onde ele prova e escolhe as peças e paga a compra em casa, retornando à loja as demais peças. Os supermercados estão fazendo algo bem parecido, passando a oferecer serviços de escolha e pagamento de alimentos: tudo que o consumidor precisa fazer é encaminhar sua lista de compras. As embalagens chegam em casa.

Isto é o que já está acontecendo hoje. Adicione ao cenário atual do país o que já é uma realidade na Ásia: robôs, drones e carros autônomos. Será cada vez mais comum a imersão do consumidor em cenários Phygitais.  

Nessa nova Web, para que as interações digitais e físicas se fundam, será necessário um tempo de resposta para cada interação muito menor do que o atual. Aplicações como realidade aumentada necessitam de um feedback quase que instantâneo do objeto digital manipulado. 

Hoje, na Web 2.0, estudos recentes apontam que leva de 2 a 3 segundos para o consumidor abandonar uma compra e escolher seu concorrente. Quanto tempo levará para um potencial cliente seu fazer isso na Web 3.0? 

> Phygital: a transformação da experiência do consumidor

Com a chegada da tecnologia de rede 5G no país – prevista ainda para este ano – o gargalo para um bom tempo de resposta deixa de ser o link de dados, e passa a ser capacidade computacional na ponta. Edge computing é tornar o processamento de dados mais ágil, seguro e eficaz, aproximando o processamento do usuário ou da fonte dos dados. A principal característica da tecnologia é minimizar o volume de informações transmitidas por dispositivos: em vez de depender de um local central, que pode estar a milhares de quilômetros de distância, o usuário ou dispositivo IoT dependerá de um ponto de processamento que pode ficar bem mais próximo. Ou seja, trata-se de um novo conceito em arquitetura de processamento de dados: constelação de micro data center, o mais perto possível do usuário, conectado a centros de consolidação de dados e informações em hub data center.

 Os benefícios da edge computing

Entre os principais ganhos da edge computing, podemos destacar alguns:

Reduz custos de transmissão de dados “long haul”, a grandes distâncias para pontos centralizados de rede.

Reduz riscos de falhas e interrupções, pois as localidades remotas não dependem dos canais de telecomunicações, suas falhas e oscilações.

Diminui latência: sem o trânsito long haul o tempo de resposta é extremamente reduzido, sendo praticamente algo instantâneo. 

Principais cenários de aplicação da tecnologia

Com os benefícios que a metodologia traz, é possível que as aplicações da edge computing estejam em diversos cenários. A flexibilidade, o dinamismo do funcionamento e o custo permitem a implementação em diferentes ambientes. Por exemplo:

Indústria 4.0:

O novo cenário industrial conta com diversos aspectos relacionados à transformação digital e Internet das Coisas (IoT), sendo assim, uma conexão imediata dos dados é imprescindível para o bom funcionamento dos equipamentos fabris e dos sensores de segurança.

Cidades inteligentes:

Com grandes fluxos de comunicação, a descentralização gerada pela edge computing permite melhorar o processamento de dados, otimização dos serviços de conexão e ainda evita sobrecarga da rede. Perfeito, não?

Videogames:

Com realidade virtual, realidade aumentada e jogos cada vez mais interativos, a indústria dos videogames precisa de sistemas com menos latência e mais velocidade nas respostas.

Empresas de segurança:

Em cenários onde a segurança é prioridade, o processamento imediato dos dados é indispensável. Em um cenário de câmeras de segurança com leitor facial, por exemplo, é importante que os dados sejam processados de forma ágil para reconhecimento imediato em caso de eventuais problemas.

Carros inteligentes:

Esse tipo de veículo está – durante todo o seu funcionamento – coletando dados do trânsito para tomadas de decisões que devem ser instantâneas. Dessa forma, a velocidade do processamento dos dados é imprescindível para que o veículo possa responder de forma imediata às necessidades do percurso, como desviar de um objeto da pista, por exemplo.

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Carlos Felicio
Operations Director