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O que é FinOps e quais suas vantagens

Será que aquele pacote todo de recursos computacionais contratado é mesmo usado? Será que a capacidade e o número certo de servidores está adequado? Para workloads de uso interno, é realmente necessário pagar por períodos de utilização fora do expediente comercial? Minha aplicação está tirando o melhor proveito da infraestrutura de nuvem contratada?

Se você já fez perguntas como estas, então precisa conhecer e implementar metodologias FinOps ao seu negócio. O nome é exatamente isso que parece ser, a junção de Finanças (Fin) e Operações (Ops), que tem o objetivo de permitir que o time de T.I. tenha visibilidade necessária para tomar decisões entre velocidade, performance e custo, ao construir soluções em Cloud Computing.

CIOs de médias e grandes empresas brasileiras relatam que uma das principais barreiras para uma utilização em larga escala do Cloud Computing é a imprevisibilidade orçamentária. Além de fatores técnicos como gastos adicionais com transferência de dados, por exemplo, existem também os fatores financeiros, como a volatilidade cambial. 

Metodologias FinOps tem como objetivo minimizar essa volatilidade, permitindo aos CIOs automatizar rotinas de otimização de gastos em sistemas de Produção, bem como tomar melhores decisões, sob o ponto de vista financeiro, na hora de publicar sistemas que estão em desenvolvimento. 

>> Saiba mais sobre a metodologia FinOps aqui

De acordo com a Gartner, médias e grandes empresas com serviços em nuvem não utilizam 30% daquilo que pagam. É aí que o FinOps entra. A prática de gerenciar os gastos que acontecem em nuvem garante que no final do mês, a empresa está pagando por aquilo que é realmente necessário. 

Se por um lado as nuvens são uma revolução no mercado – elas já foram inclusive comparadas com a revolução da indústria automotiva, liderada por Henry Ford, que automatizou vários processos e possibilitou a produção de mais carros, em menos tempo -, por outro é imprescindível gerenciar os gastos dessa revolução e, além de ter o time de TI da empresa totalmente a par dos serviços contratados em nuvem, também informar as diversas áreas do negócio, principalmente o financeiro, sobre as funcionalidades e necessidades de cada carga de trabalho em cloud. 

Operações FinOps dão visibilidade dos custos atrelados as aplicações para  toda a equipe de TI, estabelecendo ciclos contínuos de otimização financeira. O acompanhamento dessas métricas alerta sobre custos e necessidades em tempo real, e realiza benchmarking para entender se aquela quantidade de recursos é o suficiente ou se está em excesso. 

Conforme diversos gestores de empresas já constataram, normalmente, recursos computacionais tornam-se ociosos em janelas específicas, conforme carga de trabalho. Uma técnica simples, como “pausar” recursos computacionais após o horário comercial, por exemplo, pode trazer economias de dois dígitos percentuais na sua conta do final do mês. 

É a partir da percepção destes excessos que entra em cena o gestor que faz a otimização dos serviços e, com a ajuda do FinOps, opta por tirar aqueles que não são necessários, prevendo a contratação sazonal de softwares, banda, capacidade de servidor, coisas básicas que são necessárias para o serviço ser realizado garantindo a junção da flexibilidade com a elasticidade, a rapidez e a confiabilidade ideias para a sua empresa.  

Entre as vantagens de aplicar o FinOps, como conseguir sinergias entre os diversos departamentos das empresas, é possível destacar algumas outras otimizações como: 

– Visão precisa da política de custos: por ser possível dividir os custos de cada uma das áreas da empresa, fica mais fácil alocar os gastos para que cada uma tenha responsabilidade sobre o que consome;  

– Consumo com base na capacidade: quase que por consequência da primeira otimização, a partir do entendimento de gastos por área, é possível criar uma política de consumo X necessidade X capacidade;  

– Definição da melhor política de segurança: já não é novidade que a segurança é um dos principais investimentos nas empresas, principalmente nas que fazem sua transição para o digital. A ferramenta de FinOps acompanha as melhores práticas de segurança para os provedores, garantindo proteção para o ambiente de trabalho; 

– Facilita implementar as estratégias de organização de TI: depois de passar por cortes de custos mais óbvios e de planejar as atividades futuras com mais precisão, os profissionais de TI passam a ter um raciocínio mais estratégico para a empresa, como a possibilidade de entregar o mesmo com menos quantidade de infraestrutura, por exemplo; 

– Parecer analítico do que acontece com o ambiente: a FinOps gera relatórios detalhados que possibilitam uma visão bastante unificada da nuvem. Por consequência, é possível criar painéis para destacar tendências, colocar tags e várias outras funcionalidades que ajudam a prever os custos gerais da empresa em um só lugar; 

– Ajuda na governança dos processos digitais: tomar decisões rápidas e automatizar processos para solucionar problemas, como desligar a máquina após um tempo determinado em que a mesma não esteja sendo usada, diminuindo, assim, o custo com energia elétrica. 

A partir destes exemplos de otimização cabe, ainda, a reflexão de que inicialmente, a FinOps está associada à redução de custos, porém à medida em que sua prática amadurece o resultado pode se tornar um aumento de receita. Uma vez assegurada a eficiência financeira da operação, o aumento – previsto – nos gastos com nuvem pode sinalizar o crescimento da base de clientes, maior velocidade no lançamento de produtos e recursos ou, até mesmo, a migração de sistemas menos eficientes para a nuvem.

Ciclo FinOps

A primeira etapa consiste em buscar todas as informações sobre as  cargas de trabalho e sua relação com os processos de negócio. Em seguida, a ideia é entender o que pode ser utilizado, descartado ou otimizado, para cada uma dessas cargas de trabalho. Avaliações recorrentes de eficiência acontecem com o comitê FinOps, que é formado por equipes dos departamentos  financeiro, de tecnologia e de negócio. Na última etapa do ciclo os planejamentos são colocados em prática e ficam sob a responsabilidade do comitê FinOps  para que, então, o ciclo se repita.

A metologia FinOps pode ser estruturada com profissionais do time de TI das empresas, ou terceirizados, através de serviços gerenciados de Otimização de Custos. Na Matrix oferecemos FinOps no modelo SaaS (software como serviço), onde o comitê FinOps pode ser gerenciado pela Matrix ou pelo cliente.

A união do time de TI com as demais áreas das empresas garante um alinhamento melhor entre todas as equipes e, com o FinOps, a possibilidade de olhar para o presente da empresa e se organizar financeiramente para o futuro.

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André Tellini
Gerente de Produtos